EXPECTATIVAS DA ECONOMIA PARA 2017

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EXPECTATIVAS DA ECONOMIA PARA 2017

luisApós um dos piores anos da história recente de nossa economia, 2017 começou com algumas sinalizações positivas, a despeito da crise política ainda permanecer sem solução, o desemprego continuar crescendo e, principalmente, o desânimo continuar apequenando a todos, do Oiapoque ao Chuí.

A redução da Selic pelo Copom em quase 1%, indicando uma firme disposição para diminuir os juros reais estratosféricos, já foi uma notícia excelente. A queda do IPCA 15 em janeiro, por outro lado, sinaliza que os juros podem continuar caindo. A constatação teórica de que juros altos mantém alta a inflação no longo prazo, contrariando a teoria econômica vigente, foi outra mudança convergindo para necessidade de baixa nos juros reais. Esperar uma reativação da economia em reação à baixa da atratividade esperada dos títulos públicos, portanto, parece ser racional do ponto de vista monetário.

A continuada desvalorização do real, face ao dólar, por sua vez, permanece estimulando os produtores a buscar nas exportações a demanda necessária para a expansão dos negócios. A reboque disso viriam o crescimento do emprego e renda, reativando o consumo interno e a arrecadação pública.

As notícias positivas no âmbito da economia são realmente auspiciosas. A questão ainda pendente é saber se Governo Temer resistirá ao julgamento das contas de campanha pelo TSE e às delações da Odebrecht, agravadas pela necessidade de substituição do Teori Zavascki? Caso não consiga sobreviver politicamente, quem seria o substituto? Escolhido em eleições diretas ou indiretamente pelo Congresso?

O fato é que tudo pode acontecer em 2017, até a recuperação da economia. Mas, nada será fácil e previsível. Será uma batalha travada, dia a dia, por um Brasil melhor. Que Deus nos ajude!

 

Luís Eduardo Barros
Vice-presidente do IBEF Ceará

2017-10-24T03:33:59+00:00 janeiro 26th, 2017|Categories: Artigos, Destaques|
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