Maior inflação reforça pedido de vigilância do Banco Central

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, reforçou na ata de sua última reunião, que a preservação do patamar da taxa básica de juros, se faz necessária. Os juros são a arma do BC contra a inflação, porém, a alta deles, altera o mercado e desanima os empresários. Vira um ciclo de problemas: desemprego, o país cresce menos e a arrecadação também fica deficiente. Nos últimos 12 meses já foram mais de 480 bilhões só em juros da dívida.

Para o BC, manter a vigilância e os juros é necessário mesmo estando em um ambiente fiscal incerto. Nessa linha, o banco segue persistindo o centro da meta de inflação de 4,5% em um ‘horizonte relevante’.

Para 2015 e 2016 as projeções subiram para acima do dentro da meta. Isso deve-se, principalmente, ao fato do valor do dólar a R$3,85 e a manutenção da Selic em 14,25%. No mercado das projeções de inflação, também houve um aumento acima da meta de 4,5%, para os dois anos já mencionados.

No texto da ata do Compom, destaque para as incertezas referentes ao balanço de riscos, principalmente quando se fala de velocidade do processo de recuperação dos resultados fiscais e finaliza.“Nesse contexto, o Comitê entende que, independentemente do contorno das demais políticas, a política monetária deve se manter vigilante, de forma a assegurar o cumprimento dos objetivos do regime de metas e a convergência da inflação para a meta de 4,5% no horizonte relevante.”

2015-10-29T18:22:52+00:00